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A RELIGIÃO NO MUNDO POS-MODERNO - Jadhiel Costa

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APRESENTAÇÃO

 

 

 Prezados leitores, venho através deste livro, expor alguns discursos de filósofos pós-modernos sobre Deus, religião e crenças, e ainda, teólogos atuais que tem seus respaldos inerentes ao assunto em pauta, focalizando o campo da Sociologia, Teologia e História da Religião a partir do debate; secularização versus dessecularização; declínio, mercadorização e privatização da religião. A primeira parte abordará a importância da religião numa discussão filosófica e científica.

Nesse cenário, a religião se apresenta ainda como um tema de destaque. Muito se tem discutido e escrito sobre a questão da secularização, dessecularização, sobre o declínio da religião, sua mercadorização, sua privatização, enfim, sobre sua perda de importância e sua retomada. Como muitos autores têm designado o fenômeno da explosão de novos movimentos religiosos.

A maioria dos autores que pregam o declínio da religião partem da abordagem Weberiana dos processos de racionalização, secularização e desencantamento do mundo. Na interpretação de Weber (1996), a sociedade moderna e industrial, regida pela razão instrumental, caminhava para um processo de crescente racionalização da ação. O complexo modo de vida das sociedades ocidentais exigiria um Estado burocratizado e organizado, no qual os especialistas tomariam o controle da sociedade, o homem liberto do poder da religião. Sendo assim estaria submetido ao mundo da razão que o levaria a construir sua própria gaiola de ferro. Assim a racionalização crescente se torna um instrumento de poder. O homem acredita dominar a sociedade e aos outros homens pela progressiva intelectualização de seus conhecimentos e pela apuração das técnicas. Desta forma, o mundo concebido passa a ser um mecanismo causal, controlável racionalmente e a expressão ideal da forma de dominação racional nessa sociedade é a burocracia. Ela dispessonifica o indivíduo, codifica o homem que parece estar encurralado no beco da razão tendo à sua frente a calculabilidade própria do capitalismo, a ordem econômica determinada pela técnica e a produção em séries através das máquinas, e atrás de si a paixão irrefreável pela busca dos bens materiais. É assim que o homem racional constrói sua própria jaula de ferro. Algumas interpretações, partindo das análises weberianas, afirmam ter a religião perdido o seu papel central na explicação da realidade, papel este transferido à ciência desde a Revolução Industrial e o Iluminismo. Mas, notemos não se tratar da clássica visão marxista que condena a religião ao desaparecimento. Aqui ela apenas estaria em declínio. No pensamento marxista, a crítica da religião é um elemento de grande importância, pois a religião é ideologia. (CONSCIÊNCIA INVERTIDA DA REALIDADE), É uma espécie de “teoria geral de explicação do mundo”, e sua funcionalidade para a sociedade está em justificar a realidade de opressão. Marx afirma que “o homem cria a religião e não o inverso”. Nesse aspecto posso até concordar, pois no capítulo que se segue estarei abordando, de forma categórica, a esse respeito, pois, na verdade, a maioria dos céticos querem desvirtualizar a religião como um todo, no entanto, estarei de forma concisa defendendo, o que na prática e não uma mera teoria, tem funcionado com o papel da religião séria, que quer somente o bem da sociedade e um mundo mais humano.

    Enquanto o pensamento clássico marxista afirma o fim da religião, as interpretações atuais afirmam a substituição de uma situação inicial de monopólio por uma situação de pluralismo, em que segundo Pierucci, “a religião perde seu papel moralizador, transformando-se em atitude pragmática”. Há séculos atrás, pensadores e filósofos e marxistas chegaram a afirmar que a religião se acabaria a partir do momento em que o mundo chegasse a evoluir em todos os seus aspetos, econômico, Intelectual, etc. Mas com dados estatísticos confirmados pela camada de pesquisadores, nunca houve na história da humanidade uma busca pela religião como nos anos contemporâneos em que estamos vivendo. Pensa-se que o mundo evolui, isso é um fato comprovado e verdadeiro, mas em meio a todo esse evolucionismo em todos os campos tecnológico e globalizado, presenciamos o vazio que o ser humano tem dentro de si. As doenças tem aumentado assustadoramente, somente a depressão, o mal do século, atinge quinhentos milhões de pessoas em todo o planeta, o aumento da violência urbana, obesidade, casos de suicídio como nunca houve na história, prostituição, pedofilia, roubos, corrupção, etc, são fatores que tem registrado na história do ser humano, o que deixa nítido que falta alguma coisa e o que foi vaticinado pelos pensadores, ateus e filósofos em tempos remotos, muda todo esse pensamento, pois a religião tem buscado contribuir na sociedade em todos esses ângulos.

No pensamento Durkheimiano a religião é definida enquanto um sistema de crenças e práticas em relação ao sagrado, que unem em uma mesma comunidade moral todos os que ela aderem (Formas Elementares da Vida Religiosa, 1983). Assim ela possui um forte aspecto moral. E como para Durkheim só pode haver moral se a sociedade tiver um valor superior a de seus membros, um ato só será moral se tiver por objeto algo que não seja o seu autor. Essa realidade superior segundo alguns pensadores, não passa de adoração da sociedade transfigurada. A religião tem, portanto, a função de agregar os indivíduos à sociedade, servindo como um instrumento de controle social, de manutenção da ordem.

Em contraposição as visões que apontam para a perda de valores éticos e morais das religiões na atualidade, existe uma corrente de pensamento na sociologia da religião que defende o retorno do sagrado, afirmando que a emergência do pluralismo religioso representa um processo de ressacralização, dessecularização ou mesmo rencantamento do mundo, negando o suposto declínio e afirmando com base no surgimento de novos movimentos religiosos, a importância da religião no mundo atual. Esse projeto busca discutir as mudanças que ocorreram no papel da religião na atualidade.

Tentaremos estabelecer uma mediação entre essas duas linhas de pensamento. Nossa exposição se desenrola na arena do debate sobre Pós-Modernidade, pluralismo religioso, intelectual, ético e moral e poder da religião na vida do homem.

“Ninguém sabe ainda a quem caberá no futuro viver nessa prisão, ou, se os fins desse tremendo desenvolvimento, não surgirão profetas inteiramente novos, ou um vigoroso nascimento de velhos pensamentos e idéias, ou ainda nenhuma dessas eventualidades de petrificação mecanizada caracterizada por essa convulsiva espécie de autojustificação. Nesse caso, os últimos homens desse desenvolvimento cultural poderiam ser designados como especialistas sem espírito, sensualistas sem coração, nulidades que imaginam ter atingido um nível de civilização nunca antes alcançado.” (Max Weber, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo).

Querendo ou não, de fato, o homem se encontra em um caminho e uma busca pela paz de espírito que almeja tanto, e procura se justificar, com suas vãs filosofias, as quais só geram mais dúvidas em seu intelecto.

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